Livro: Ostra Feliz Não Faz Pérola - Rubem Alves


Estou Relendo Ostra Feliz Não Faz Pérola! Muito bom e venho aqui falar um pouco sobre meus pensamentos sobre a releitura! É tão bom reler depois de um tempo um livro! Podemos observar que mudamos muita coisa, nosso olhar é mais maduro e conseguimos "absorver" melhor pontos de leitura que até então passaram despercebidos!

Aqui eu e minha companheira das madrugadas, minha gata Missy, nome que foi origem de um personagem de livro também, a garotinha Missy do livro A Cabana. O que faço na madrugada insone? leio!
" Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade" Rubem Alves, Ostra Feliz Não Faz Pérola. 


"A ostra, para fazer uma pérola, precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer. Sofrendo, a ostra diz para si mesma: “Preciso envolver essa areia pontuda que me machuca com uma esfera lisa que lhe tire as pontas..."
As pessoas que sofrem precisam produzir pérolas para poder sobreviver e é ai que vemos pessoas notáveis lidando com os mais diversos problemas! Conheço várias pessoalmente e digo que produzem pérolas. A diferença é  que não produzem "espinhos amargos" ou "cânceres emocionais." 



Ostras que não foram feridas não produzem pérolas, pois a pérola meus amigos é uma ferida cicatrizada!


O meu recente interesse e até um certo talento para artes manuais ou entenda "reciclando e criando" veio por uma coceira doída que virou curiosidade. Uma terapia, que me fez e me faz bem, porém preciso tomar cuidado senão o hobby acaba virando o principal na minha vida, devemos dosar tudo.



Sempre tive coceiras doídas em forma de curiosidade em tudo na vida, e esse livro é para mim um marco, primeiro porque admiro Rubem, sou educadora. Ganhei esse livro de meu marido, até porque o nome é sugestivo Ostra Feliz Não Faz  Pérola mesmo! Quer saber como é o processo falando biologicamente? Clica AQUI. 


 Muitas vezes as pessoas vão guardando ressentimentos, mágoas dentro de si tal qual como um invasor na ostra, um "grão de areia" que fica ali machucando doendo, a diferença das pessoas em lidar com a dor é essa em envolver esse grão de areia desconfortante e transformar em pérola, aprendizado, isso é o que faz as pessoas terem sucesso nas suas vidas, lidar com as "dores" do cotidiano, seja na família, no trabalho, no meio social. 



Rubem Alves é psicanalista e aborda vários temas interessantes nessa parte do livro, muito interessante os pontos de vista, você ri e fecha o livro por alguns momentos pra repensar e pensar sua vida, livro delicioso!


Penso que existem também as pessoas ostras, que são fechadas no seu mundo particular, vivem bem, não expõem sua vida, e muitas vezes são tachadas de anti sociais, mas é uma defesa de suas vidas o que de certa forma hoje eu vejo de forma sadia essa blindagem, e ando me fechando meio que "ostramente".


Porém existem aquelas que tem mente de ostra mesmo, fechadas pra argumentos, novos repensares, não se abrem para produzir pérolas..



"Ostras felizes não fazem pérolas. Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída. Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade". Com estas palavras, o próprio autor define o seu livro. Rubem Alves, um dos intelectuais mais respeitados do Brasil revela muito de suas próprias experiências de vida em Ostra feliz não faz pérola. Um prato cheio para quem busca conhecer novos pontos de vista sobre a vida. Fonte Saraiva





Quer saber mais sobre Rubem Alves? Visite A Casa de Rubem Alves lá tem tudo sobre ele, contato, livros, textos!


Aqui no blog na Seção Na Estante tem outras opiniões minhas sobre livros que eu li e que me fizeram pensar...

Quer conhecer um pouco sobre as minhas inquietações? Textos que foram pensamentos meus como grãos de areia a doer e me fizeram escrever Clica Aqui na Aba Inquietações, ficarei feliz com sua observação.

Boa semana para todos! 

Ju Ramalho

6 comentários:

  1. JU, adorei a idéia central do livro. costumo dizer (desde os 20 anos - hoje tenho 410 que eu já amei demais, sofri demais e preciso viver num mundo onde eu seja amada. E o mais incrivel é que esses calos todos vieram de uma infancia sofrida, coroada com uma adolescencia mais ainda...tudo superado, a ponto de se hoje eu pudesse voltar no tempo, eu te digo que faria tudo igual...pois sei que sou o que sou e como sou graças a cada cicatriz vincada n'alma. Foi isso que me fez ser melhor.

    Vou amar ler este livro.

    Obrigada pela dica.

    Muita Luz e Paz
    Abraços

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  2. detalhe ouve um erro de digitação, no comentario anterior, eu tenho só 41.....rsrs Mas me sinto com centenas de anos...rsrsrs


    Abraços

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  3. Ju minha linda, esse livro somente pelo título já passa uma enorme verdade.
    É quando sentimos uma dor muita grande que renascemos, perdoamos, esquecemos as mágoas e nos tornamos melhores.
    Vou procurar para ler.

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  4. Adorei seu blog e esse livro é sensacional.
    Bjs Mell.

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  5. Ju, quero mto ler esse livro! gostei do tema, da abordagem. fora o autor que é maravilhoso, sou fã do Rubem Alves! boa dica!
    boa semana pra vc e maridão! bjs

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  6. Lindas as bonecas na janela . Aqui no SUL , chamamos de 'namoradeiras'. Bjus guria!

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